Saiba Como Hackers Podem Invadir Dispositivos Móveis Com Ataques Remotos

Cibercriminosos descobriram como invadir smartphones por meio de sensores de movimento utilizados na maioria dos aplicativos. Saber como bloquear esses acessos é essencial para a segurança de dados.

O cibercrime tem se modernizado e atingido cada vez mais alvos em todo o mundo. Os dispositivos móveis passaram a estar na mira desses ataques e muitos usuários ainda não conhecem as falhas na proteção de seus smartphones. Uma recente forma de invadir o sistema por meio dos sensores do mobile tem obtido muito êxito e preocupado especialistas de segurança em todo o mundo. Hackers têm conseguido descobrir senhas e códigos PIN (usados para bloquear a tela e até aplicativos bancários), ao acessarem os sensores de movimento dos aparelhos. Isso é feito remotamente, diretamente de um navegador da internet, sem a necessidade de que qualquer vírus seja instalado. Essa ação permite que o criminoso copie as informações de imagem da impressão digital por meio do celular infectado. Isso acontece sem dificultar a usabilidade do aparelho, que continua funcionando normalmente, assim não é percebido pelo usuário. Com o roubo, esses dados podem ser usados para ações maliciosas, como pagamentos móveis em apps e lojas que permitem verificação por digital para a confirmação no lugar da senha, como bancos por exemplo. Além disso, outro problema causado com a prática é a criação de identidades falsas, registros criminais e imigração ilegal. Essa falha foi encontrada no sistema de segurança de armazenamento de dados e na trava do sensor dos dispositivos. Isso é possível por meio de programas de detecção de movimento, que determinam ações, como pressão, rolagem de tela e tempo de visualização. Há, em média, 25 sensores na maioria dos dispositivos móveis atuais. Os considerados “de alto nível”, que coletam informações complexas, como câmeras e GPS, e sempre solicitam a autorização do usuário para coletar dados. E, a maioria dos sensores, que não precisam de permissão, pois isso afetaria a qualidade da experiência do usuário. Ao utilizar um código simples, incorporado a uma página da internet, é possível que com o uso de dados fornecidos pelos sensores de movimento do aparelho o hacker descubra até senhas bancárias. O acesso pode ser feito enquanto o site estiver aberto, mesmo que o aplicativo do navegador fique em segundo plano, ou o celular esteja com a tela bloqueada. Quanto menor for a senha e maior o tempo em que a página infectada permanece aberta, maiores serão os riscos. Além disso, se os aparelhos estiverem desatualizados, os riscos aumentam ainda mais. De acordo com uma pesquisa realizada pela revista international Journal of Information Security, um site infectado tem a capacidade de acessar informações coletadas pelos sensores de movimento do aparelho e utilizá-las para registrar senhas com precisão de 70% na primeira tentativa e de 100% a partir da quinta. Para reduzir as chances de cair nessa armadilha, alguns cuidados básicos são essenciais. Primeiramente, é necessário fechar aplicativos e sites que não estão sendo usados. Quando um app específico não tiver mais utilidade, o ideal é desinstalá-lo, além de sempre utilizar programas de lojas licenciadas e confiáveis. Outras medidas para se proteger são manter o aparelho atualizado e desabilitar sensores secundários em serviços da internet. Além disso, é recomendado fechar abas no navegador e aplicativos de terceiros não confiáveis rodando em segundo plano.

Fonte: Westcon

Tráfego global de dados móveis aumentará 11 vezes

De acordo com o Cisco Visual Networking Index Global Mobile Data Traffic, o tráfego mundial de dados móveis crescerá aproximadamente 11 vezes nos próximos quatro anos e alcançará uma taxa anual de operação de 190 exabytes até 2018. O crescimento projetado no tráfego móvel se deve parcialmente ao forte crescimento contínuo no número de conexões de internet móvel, tais como conexões de dispositivos pessoais e máquina-a-máquina (M2M), que excederão 10 bilhões até 2018 e serão 1,4 vezes maiores que a população mundial (as Nações Unidas estimam uma população de 7,6 bilhões até 2018).

*Um exabyte é uma unidade de informação ou armazenamento em computador equivalente a um quintilhão de bytes ou um bilhão de gigabytes.

O incremento no volume de tráfego que será adicionado à Internet móvel apenas entre 2017 e 2018 é de 5,1 exabytes por mês, o que é mais de três vezes o tamanho estimado de toda a Internet móvel em 2013 (1,5 exabytes por mês).

Principais Motores do Tráfego Global de Dados Móveis

Entre 2013 e 2018, a Cisco prevê que o crescimento do tráfego móvel global será três vezes mais rápido que o crescimento do tráfego fixo global. As seguintes tendências estão impulsionando o crescimento do tráfego de dados móveis:

• Mais usuários móveis: Até 2018 haverá 4,9 bilhões de usuários móveis, em comparação com os 4,1 bilhões em 2013.
• Mais conexões móveis: Até 2018 haverá mais de 10 bilhões de dispositivos/conexões habilitadas para mobilidade — incluindo oito bilhões de dispositivos pessoais móveis e dois bilhões de conexões M2M, em comparação com o total de sete bilhões de dispositivos habilitados para mobilidade e conexões M2M em 2013.
• Velocidades móveis mais altas: Velocidades de rede móvel médias globais irão quase dobrar, de 1,4 Mbps em 2013 para 2,5 Mbps até 2018.
• Mais vídeos móveis: Até 2018, vídeos móveis representarão 69% do tráfego global de dados móveis, em comparação com 53% em 2013.

Mudança Global para Dispositivos Mais Inteligentes

• Globalmente, 54% das conexões móveis serão conexões ‘inteligentes’ até 2018, em comparação com 21% em 2013. Os dispositivos e conexões inteligentes avançaram em capacidades de computação/multimídia e uma conectividade mínima de 3G.
• Smartphones, laptops e tablets representarão cerca de 94% do tráfego global de dados móveis até 2018. O tráfego M2M representará 5% do tráfego global de dados móveis em 2018, ao mesmo tempo em que aparelhos básicos representarão 1% do tráfego global de dados móveis até 2018. Outros portáteis representarão 0,1%.
• O tráfego móvel em nuvem crescerá 12 vezes de 2013 a 2018, um crescimento de 64%

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(Cisco – Portal do Canal)