Como escolher bons fornecedores de TI?

A dependência das organizações por provedores de serviços de TI tem aumentado a cada dia. Por isso, é importante traçar uma estratégia para que eles se tornem não apenas fornecedores de produtos, mas verdadeiros parceiros que contribuem efetivamente para o sucesso dos negócios. É fundamental que a organização busque por fornecedores bem posicionados no mercado e que possam oferecer soluções que façam a diferença na rotina administrativa. Para que essa escolha seja feita corretamente, a empresa deve analisar os perfis e capacidades dos provedores e algumas de suas características.



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Acompanhe a seguir quais são os aspectos importantes que precisam ser considerados:

1. Verificar os antecedentes da empresa: Primeiramente, antes de fechar acordo com um fornecedor de TI, é preciso pesquisar sobre o histórico da empresa em outras parcerias, buscando a opinião e avaliação de outros clientes. É necessário verificar se a empresa é confiável e se realmente entrega o que promete. O fornecedor ideal de TI é aquele que possui capacidade para atender a todas as exigências de uma empresa não apenas no presente, mas também no futuro. Ele deve ter uma estrutura capaz de acompanhar o crescimento das demandas, implementando novas soluções à medida que se tornam necessárias.

2. Consultar as certificações do fornecedor: Justamente por não serem especialistas em tecnologia, as organizações buscam parceiros que possam oferecer sua expertise sobre o assunto. Portanto, é necessário consultar se o provedor do serviço possui certificações que comprovem seu conhecimento e habilidades. Essas certificações são obtidas por meio de auditorias feitas por empresas especializadas. Elas servem para provar que o fornecedor possui os requisitos técnicos necessários para cumprir com todas as demandas que ele oferece.

3. Conhecer o portfólio oferecido: É sempre importante conhecer o portfólio dos fabricantes para entender quais soluções são oferecidas e se elas realmente atendem as demandas da empresa. Para isso, a organização precisa conhecer sua própria realidade e desenvolver um planejamento sobre quais ferramentas serão essenciais para o futuro de seus negócios. Assim, é possível contratar aquele fornecedor que consiga atender a todas as necessidades.

4. Descobrir o tipo de suporte técnico: Outro ponto importante para se tomar uma decisão, é o tipo de suporte técnico oferecido. Nos dias de hoje é essencial manter a disponibilidade total dos serviços para não perder clientes. As empresas podem ter grandes prejuízos caso seus sistemas enfrentem períodos de inatividade. Portanto, o fornecedor de TI deve ser aquele que estará disponível sempre que necessário, oferecendo um suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana.

5. Saber quais diferenciais são oferecidos: Há uma série de fornecedores de tecnologia disponível no mercado. Por isso, na hora de fazer uma escolha, as corporações precisam analisar o que é oferecido além de seu pacote básico. Isso é fundamental, pois as empresas estão em constante evolução e poderão ter novas demandas no futuro que exijam ferramentas mais complexas. Desse modo, os fornecedores de TI devem ser especializados em algumas áreas importantes, como na segurança da informação, oferecendo soluções mais robustas e as principais tendências do mercado.

6. Considerar o custo-benefício: Outro passo importante para a parceria ser bem-sucedida, é selecionar um provedor de TI que ofereça seus serviços com qualidade e por um preço justo, claro, pois toda empresa visa economizar. Portanto, como você pode ver, para buscar por uma parceria de sucesso, é necessário encontrar fornecedores de TI que sejam confiáveis, tenham uma boa reputação no mercado, um portfólio variado e grande domínio sobre o assunto.

(Fonte: Canal Comstor)

A importância do PL 4330 da terceirização para o mercado brasileiro de TI

TI empresas

A terceirização é uma realidade no país, utilizada por todos os setores da Economia e por todos os portes de empresas; no entanto, essa modalidade contratual tem gerado muitos conflitos judiciais, porque ainda não existe no país regulamentação específica para essa forma de contratação.

A súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) – que tem sido a referência para reger essa modalidade no Brasil – reconhece como legítima a terceirização nos serviços especializados ligados à “atividade-meio” do tomador, bem como na contratação de certos tipos de serviços tais como vigilância, conservação e limpeza. Mas a súmula 331 nada diz a respeito da chamada terceirização da “atividade-fim” das empresas.

O problema se agrava porque não existe uma definição clara para o que se entende por atividade-fim ou para seu contraponto, que seria a atividade-meio, e esta indefinição joga as empresas num cenário de incerteza que inibe investimentos e limita o crescimento do país.

No atual cenário econômico e na era da globalização – em que dificilmente um produto é concluído por apenas uma empresa e existe uma grande cooperação de várias companhias de diversos países, proporcionada pelas cadeias de valor e a tecnologia da informação – fica praticamente impossível criar essa fronteira e separar o que seria atividade-fim e atividade-meio.

Atualmente, todos os setores passam por alguma solução de tecnologia em sua produção ou prestação de serviço. Um mercado bastante pujante, a TI faturou US$ 60,2 bilhões no Brasil e o país se posicionou como o 7º maior mercado mundial de TI em 2012.

A indefinição das atividades que podem ou não ser terceirizadas causa uma grande insegurança jurídica, já que o entendimento é bastante subjetivo e inibe os investimentos em setores cuja dinâmica impulsiona a contratação de serviços terceirizados, como é o caso das atividades de Tecnologia da Informação.

Para garantir que o crescimento alcançado nos últimos anos continue e que o Brasil possa se destacar como um país inovador e tecnologicamente avançado, é fundamental que o Congresso aprove uma lei com uma definição clara sobre as atividades que podem ser objeto da terceirização.

O Projeto de Lei 4330, que tramita no Congresso Nacional desde 2004, pode ser a solução para essa questão da terceirização no país. Ele dispõe sobre “o contrato de prestação de serviços a terceiros e as relações dele decorrentes”, permitindo a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade, estabelecendo as obrigações que devem ser atendidas por quem contrata esse tipo de serviço.

Caso o projeto de lei seja aprovado, o Brasil pode experimentar um novo momento de crescimento econômico, com investimentos internos e externos, segurança para que as empresas de diversos setores, e em especial de TI, possam operar sem riscos de ter suas relações com empresas terceirizadas questionadas no futuro. Podemos viver um momento de maior geração de postos de trabalho para aproveitar os próximos anos de boom demográfico que o país terá pela frente e gerar no Brasil novos pólos de tecnologia, com profissionais de alta especialização. O resultado disso será percebido diretamente pelo consumidor, que poderá adquirir um serviço ou produto com melhor qualidade e menor custo.

De outro lado, enquanto perdurar a ausência da lei regulamentando a terceirização, o Brasil permanecerá num verdadeiro limbo jurídico, obrigando as empresas a contratarem serviços no exterior, tornando-se importadoras de serviços – especialmente no setor de Tecnologia da Informação cujas atividades podem ser desenvolvidas a distância – gerando muitos empregos de alta qualidade em outros países.

A edição de lei estabelecendo que a terceirização pode se aplicar a qualquer atividade de uma empresa trará a segurança para os investimentos no país. Ganham todos e fortalecemos a própria democracia.

Jorge Sukarie é Presidente da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software e membro da entidade desde 1989. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas em 1986, e Pós-Graduado pela mesma instituição, em 1987, com ênfase em Finanças e Marketing. Curso de Especialização em Gerenciamento de Empresas feito na Harvard Business School em Boston (USA). Sukarie também é Sócio fundador e Presidente da Brasoftware Informática Ltda.

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